Franco Scornavacca é italiano e aos oito anos veio para Porto Alegre, como baixista, integrou a banda Os Brasas, é pai dos integrantes do KLB (sic) e foi ou ainda o é, não possuo essa informação precisa, empresário de Zezé di Camargo e Luciano. Lançou catorze compactos e dois álbuns, em depoimento à finada Revista Bizz de agosto de 1999, lamentava o fato da dificuldade daqueles tempos, anos 70, pelos problemas enfrentados com o pessoal do rock e do samba, que não entendiam o som suingado que produzia, mas ao mesmo tempo sentia muitas saudades e a canção "Rock Enredo" é o seu primeiro sucesso. Porém, seu trabalho que obteve maior êxito é o LP Franco (Continental, 1978) em que figuravam composições de Luis Vagner, Hélio Matheus, Bedeu, Alexandre, Antonio Marcos, Voltaire, entre outros. Músicas como a divertida "O Rock do Rato" e o sambablackrock "Black Samba", são clássicos dos bailes, mais a venenosa "Fazer Molho Na Cozinha", a de levada latina "Bloco Maravilha", a lírica e essencial "Como?", a introspectiva "Moro No Fim Da Rua" e as canções que sintetizam a pluralidade musical do álbum por suas melodias, pelo cenário apresentado, pela citação de seus ídolos nas letras, que pode ser conferido em "Guitarreiro", "Coqueluche", "Coisas Antigas" e "Nostalgia Transviada". Um conjunto formidável de instrumentistas participou das sessões de gravação, entre eles Luis Vagner (guitarra e violão), Branca Di Neve (ritmo), Armandinho (piano), Hector Costita (sax) e Roberto Sion (sax), que com excelência e balanço, protagonizaram esse suntuoso disco.
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